Ee blog terá, pelo menos duas vezes por semana, as minhas opiniões e comentários sobre desporto – sobretudo automobilismo – e sobre a vida nacional (portuguesa e brasileira) e internacional, com a experiência de 52 anos de jornalismo, 36 anos de promotor e 10 de piloto. Além de textos de convidados, e comentários de leitores.

segunda-feira, 31 de março de 2014

LEILÃO BENEFICENTE DE AUTOMOBILIA
MOTORCLÁSSICO - FIL - Sábado, 5 de abril, 17h
A FAVOR da Associação Unidos pela Caridade
A Associação, constituída em março de 2012, pessoa coletiva 5102166080, tem como fim apoiar pessoas, famílias e grupos em situação de pobreza e carência social, através de iniciativas que lhes garantam o acesso aos seus direitos e de uma ação social e de solidariedade compatíveis com a sua dignidade humana. Assim, pretende prestar apoio alimentar, fornecer vestuário e produtos para higiene, confecionar e distribuir alimentos aos “sem abrigo” e aos cidadãos sem capacidade económica para proverem autonomamente da sua alimentação diária, apoiar mulheres grávidas e fornecer enxovais aos recém nascidos, apoiar bebés e crianças, com a entrega de leite, fraldas e produtos de higiene, apoiar idosos  no domicílio, criar instalações para convívio e apoio a idosos e criar um lar de retaguarda de cuidados continuados para idosos com alta hospitalar.
Está a funcionar com um grupo  de 20 voluntários e sediada no Prior Velho, em  instalações cedidas provisoriamente pela Junta de Freguesia.
Apoia cerca de 250 pessoas muito carenciadas, provenientes de famílias numerosas, com elevado número de crianças e idosos, residentes nos Bairros Sociais do Prior Velho e cujas situações se encontram devidamente avaliadas por técnicos de Ação Social.
Peças a serem leiloadas pela AQUEDUTO Leiloeiros:
Lote 1 - Garrafa Magnum de 9lt Raposeira Brut com os autógrafos de vários ex-pilotos de F1, como Vern Schupan, Maria Teresa de Filippis, Teddy Pilettte, Tim Schenken, Nanni Galli, Tony Brooks, Derek Bell, Jochen Mass, Howden Ganley, e outros.
Lote 2 - Escultura do artista inglês Gary Smith com certificado nº 2 da 20 únicas peças do Ferrari 156 "Sharknose" com que Phil Hill foi o primeiro norte-americano a conquistar o Campeonato do Mundo de Fórmula 1, em 1961.
Lote 3 - Miniatura do Mercedes 300 SLR (com que Stirling Moss e Dennis Jenkinson ganharam as 1000 Milhas de 1955, com autógrafo do famoso piloto.
Lote 4 – 3 livros de Charley Boorman sobre viagens de moto, incluindo uma de Lisboa a Dakar.
Lote 5 – 3 livros sobre 4x4: Paris-Dakar (fotos de Pedro da Silva), 4x4Vehicules por John Carrol ,The Ultimate Guide to 4x4s by Peter Henshaw.
Lote 6 – 2 livros: Carros de Sonho e Classic Cars.
Lote 7 – Tela com reproduções de 8 cartazes do Circuito da Boavista de 1950 a 1960.
Lote 8 – Gravura a cores de Ayrton Senna, por Paulo Solaris.
Lote 9 Desenho a carvão de Mário Araújo Cabral, por António Eiras, autografado por “Nicha” Cabral.
Lote 10 – Desenho a cores Michelin de carro de competição dos anos ’20.
Lote 11 Coleção de 11 posters antigos Michelin.
Lote 12 Coleção de 8 posters gigantes FERRARI.
Lote 13 Poster do GP Histórico do Porto 2005autografado presencialmente por Francisco Santos, promotor.
Lote 14 – Coleção de 6 posters gigantes de camiões americanos.
Lote 15 – Duas miniaturas 1/43 Mitsubishi de rali e 1 Miniatura da HONDA MOTO GP de Barros.
Lote 16 – 1 enciclopédia de Fórmula 1 – 2 volumes – Editada por Pierre Ménard.
Lote 17 – 1 Miniatura 1/43 do Ford Escort RS de Francisco Santos, de 1973, dedicada presencialmente pelo piloto .
Lote 18 – 1 livro Rallye (1983), por Francisco Santos dedicado presencialmente pelo autor .
Lote 19 – Coleção de 10 anuários de Fórmula 1, à escolha do comprador (esceto as edições esgotadas) por Francisco Santos, autografados pelo editor, a levantar em Cascais.
Lote 20 – Idem, mas 5 anuários F1 e 1 coleção de cartões postais (reproduções de posters de provas antigas).
Lote 21 – Idem, mas 3 anuários F1 e 1 coleção de cartões postais.
Lote 22 1 anuário Fórmula 1 1973 e 1 coleção de cartões postais.







sábado, 8 de março de 2014


Prometi que transcreveria aqui  a mensagem que dei aos cerca de 500 participantes no PORTUGAL MOTORSPORT AWARDS DE 2013.
Aqui vos deixo a versão integral já que o "recado" que eu dei na altura foi mais curto para não enfadar ainda mais os convivas que continuaram a fazer barulho com as suas conversas sobre os seus feitos ou sobre ... o "sexo dos anjos"...

O ESTADO DO AUTOMOBILISMO NACIONAL – JANEIRO 2013

A COISA MAIS IMPORTANTE DA VIDA

De um jogo de futebol já houve quem lembrasse: “É a coisa mais importante da vida, mas é apenas um jogo”.

Diria ao contrário: os automóveis são apenas um desporto, mas, para nós, é das coisas mais importantes da vida. Porque é uma das nossas paixões … a que nos traz aqui.
 

AGRADECIMENTO E ALERTA

Estas minhas palavras, além de agradecimento, serão, acima de tudo, um alerta … … não com o meu suposto “mau-feitio”, mas com a habitual frontalidade.

Ao longo das nossas vidas, o automobilismo deu-nos muitas alegrias e motivos para lhe dedicarmos o nosso tempo e o tempo que roubámos às nossas famílias.

No entanto, o balanço do deve e haver … dá que pensar …

Para muitos, sobretudo para os mais jovens, o nosso desporto justifica tudo.

Mas, ao fim de 50 anos como jornalista, piloto, organizador e promotor não sei se o meu investimento teve o retorno correspondente à dedicação.

Sobretudo no atual estado do automobilismo, com a postura, as atitudes e as opções de muita gente dos automóveis – aqui e lá fora – pergunto-me se continua a justificar esta minha paixão.

Tenho dúvidas.

 

DECEÇÃO e EXEMPLOS

E é uma pena eu estar dececionado, pois o automobilismo é tão emocionante que fico triste por ter motivos – como a maioria de vocês – para estar desiludido com algo que amamos.

Chego ao ponto de me perguntar se neste país … com esta economia e este mercado, devia sequer haver automobilismo.  

Pelo menos no estado em que está agora …

Claro que a prova de que vale a pena é a nossa presença aqui, nesta festa que o Luis e o Artur muito bem criaram há 3 anos e realizam de forma impecável.

Se estou aqui e recebi esta homenagem que mais me sensibiliza por ser diante de vocês, é porque houve muito boa gente que me mostrou – com o seu exemplo ou os seus ensinamentos – como eu devia agir.

Na comunicação… Gente como Vitor Santos, Carlos Pinhão, Mário Zambujal, Aurélio Márcio ou Vitor Direito; Couto e Santos e Augusto Vilela; Albérico Fernandes, Fialho Gouveia, Carlos Cruz;  ou John Webb e John Hogan.

Foi com eles que aprendi a ser jornalista, autor, editor e profissional de marketing.

Na organização e promoção de eventos … César Torres, José Mégre, Heitor Morais, Thierry Sabine, Carlos Fonseca ; além de Martin Peterkin. Foram eles que me mostraram como fazer os Ralis, os Enduros, os Historic Festival que as minhas equipas realizaram.

Ou ainda Henrique Burnay Bastos, David Wood e tantos outros.

 

NÃO ESPEREM PELAS MUDANÇAS. FAÇAM ALGO

Para vocês, o automobilismo deve ser muito mais do que tem sido nos últimos anos.

Não fiquem à espera de mudanças.

Têm de ser vocês a mudar o automobilismo, que está enfadonho e moribundo de uma peste cujo vírus vocês sabem a origem.

O automobilismo nacional deve ser aquilo por que nos apaixonámos e deve trazer alegria e retorno a todos nós … sobretudo satisfação.

Lembrem-se que vocês, os concorrentes, são os “palhaços” de um circo que não existe sem vocês. São a parte mais importante que tem sido tratada e se tem comportado como o elo mais fraco.

 

RECONQUISTAR PROJEÇÃO E POPULARIDADE

Este último ano mostrou quanto os portugueses se têm notabilizado em competições internacionais. Pelo seu mérito individual. Sejamos dignos do seu sucesso e lutemos, para que o automobilismo nacional volte a ter a projeção e a popularidade e a saúde que teve durante tantos anos.

Alguns de vocês ainda se lembram de às 3 e 4 da matina, em plena serra de Arganil ou na Senhora da Graça serem incentivados por dezenas de fans.

Ou, em Vila Real … a ganharem mais uns centímetros na perna direita para manter o prego a fundo na descida de Mateus depois de milhares os terem aplaudido na subida.

É a essa alegria que me refiro. Do entusiasmo de um automobilismo com vida, que servia a todos e não a alguns. Que era – como na Grã-Bretanha – concebido e regulado segundo o interesse dos participantes.

Esta mensagem é feita com a paixão que nos une e me obriga a lembrar-vos: O nosso automobilismo está podre e moribundo.  

A sua sobrevivência depende muito de muitos vocês imporem os valores certos.

Somos um povo de brandos costumes.  

É isso que tem mantido muitos dirigentes no seu dourado trono.

Sempre soubemos quando já basta de aguentar … e, já aguentámos demais … o nosso automobilismo já está farto … de tanto suportar.

A culpa é só da crise ??? …  Poupem-nos …

É preciso mudar muita coisa …

Há nesta sala tanta gente que deve usar parte das suas capacidades para salvar o automobilismo. Da forma que o vosso engenho e paixão vos ditar. Não se furtem a isso.

Temos todos a ganhar com essa mudança. Alguns perderão com isso mas esse é problema deles, que têm causado tantos danos ao automobilismo.

O vosso … é salvar o que resta …

Por outro lado … também há coisas boas a acontecer, como a Single Seaters Series e os novos Classic Super Stock. 

Este é um exemplo a ser acarinhado com paixão e dedicação, e não com as habituais barreiras de interesses.

Peço também à Comunicação Social uma linha editorial mais ativa.  

Deem mais espaço aos automóveis. Não se omitam. Não encubram situações danosas. Pesquisem. Para que as verdades sejam divulgadas.

Os automóveis precisam da vossa ajuda e … os leitores agradecerão.

 

Todos merecemos um automobilismo melhor, com uma postura mais transparente e saudável de todos os agentes.

Tratem dele.  Com urgência.

Antes que morra de vez. De morte matada.

Por último, “but not the least” quero pedir desculpa à Lena … à Jo … e às minhas filhas Patricia e Rita por esta paixão lhes ter roubado muito da minha vida e agradecer-lhes o apoio que sempre me deram … … ajuda que também tive das minhas equipas de trabalho.

terça-feira, 4 de março de 2014


POBRE PAÍS RICO ou RICO PAÍS POBRE? QUE POVO SOMOS?

“Na minha frente na fila para o endireita, lá para os lados da Lourinhã, a caminho de Torres Vedras, estavam um porco e uma vaca, e eu aflito de um braço…” contava-me hoje o meu melhor amigo, de uma conversa com um colega dele nos anos 1980.

Ao regressar a Cascais hoje, terça-feira de Carnaval, pela segunda circular depois de o visitar em seu apartamento na Portela, deparei-me com um tremendo e inesperado engarrafamento. Não havia acidente nenhum, nem sequer daquelas batidas insignificantes em que os motoristas ficam horas a medir os risquinhos que o outro lhes fez no guarda-lamas. Havia apenas muita gente a regressar a Lisboa. Em sentido contrário, de saída de Lisboa, àquela hora de suposta ponta, trânsito livre.

E, eu, e o resto do “povo”, sim do povo que nós todos somos, com porco e a vaca na fila da segunda circular. Perdão, não eram os animais abaixo de nós na cadeia alimentar. Apenas portugueses a voltar provavelmente de passeios de longo fim de semana fora de Lisboa. Talvez lá para os lados do endireita, para ver o grande carnaval de Torres Vedras que, segundo um político local traz “uns milhões de impacto económico à cidade”.

Ao chegar ao final da segunda circular, quando pensava encontrar o habitual engarrafamento da saída de Lisboa para a A5, foi como num fim-de-semana, com trânsito fluindo muito bem.

Não me admira, pois ontem (segunda feira de carnaval, claro, esqueci-me…) tive de tratar de assuntos profissionais em Lisboa. Parecia uma cidade deserta. O Largo do Camões, aliás, a estátua do nosso poeta estava pejada de “turistas”, a maioria, creio desempregados ou auto desocupados do nosso carnaval…

 A meio da tarde, as ruas não tinham trânsito e as lojas desertas ou fechadas por motivo da crise, que parecia não ter consequências no comportamento do povo, dos cidadãos, dos trabalhadores.

Claro que o povo … cá estou eu a usar uma palavra que parece ofender muita gente. Desculpem, emendo: os cidadãos, esses estavam provavelmente a gozar do seu direito de um descanso, de um lazer no nosso tradicional carnaval. Sim, porque somos um país apenas de direitos. Até porque a nossa constituição, esse complicadíssimo texto, que tarda a merecer o acordo dos políticos em ser revisto para bem de toda a Nação e de todo o Povo – inclusive dos trabalhadores, note-se numa visão não-oportunista e imediata – é parco em obrigações de todos nós para com o país, para com o próximo, para com a economia nacional.

Parece, realmente que queremos voltar aos tempos do endireita atrás da vaca e do porco…

Ou então estamos a pretender dar razão aos alemães e nórdicos que consideram que a nossa crise económica se deve à falta de ritmo de trabalho, de eficiência, de disciplina, enfim de tanta coisa do povo, exemplo dos povos do sul da Europa. Será?

Falta de disciplina e coerência, estou certo que é. O que é estranho, pois os emigrantes lusos têm uma postura – e são bem reconhecidos por isso – de eficientes trabalhadores, pensadores, cientistas, grandes profissionais.

 

PORTUGAL MOTORSPORT: SOBRETUDO CONVÍVIO

Veja-se o caso, agora mais no campo do “povo automobilístico” em relação ao já tradicional e excelente evento Portugal Motorsport Awards. Além de ser uma oportunidade para premiação que a dupla Artur Lemos/Luís Caramelo em nome dos seus 11.000 seguidores no Facebook, atribui a figuras do nosso desporto-automóvel pelas mais variadas facetas das suas vidas ou carreiras, é, a meu ver, muito mais uma oportunidade para os adeptos/participantes terem momentos inesquecíveis de convívio, de confraternização, de enriquecimento de conversas que não têm apenas de ser de auto bajulação, podendo ser construtivas para a modalidade que passa por momentos ainda difíceis na sua reestruturação.

 

Discussões/conversas úteis para o automobilismo

Esse deve (ou devia) ser a motivação principal deste encontro.

Será? Claro que este ano tem mesmo de ser, pois o trabalho do Artur e do Luís não teve resposta suficiente (que até parece, como escrevi, falta de consideração)  pela esmagadora maioria.
Lembrando o que tentei falar a todos no almoço do ano passado na Curia, e que poucos ouviram pois estavam demasiado interessados na habitual “cavaqueira ou disse-que-disse de café”, até nem sei no acreditar. Talvez tivessem estado mesmo a discutir assuntos importantes para o nosso automobilismo, enquanto eu os alertava para os muitos problemas graves da modalidade. Ou então estavam a falar bem de outros pilotos e organizadores… Não importa, pois irei publicar amanhã aqui tudo, na íntegra, o texto integral que escrevi para a minha alocução aos convivas de 2013, que foi reduzida para não interromper as conversas… Isto, para não haver dúvidas…

Seja como for, o importante é estarmos juntos, para o “cortar da casaca” ou para, de preferência, para falarmos sobre o que interessa.

Será, no entanto, que no próximo dia 15, além dos já inscritos (cerca da oitava parte dos que estiveram na Curia há um ano) os outros aparecerão no restaurante que o Artur vai comunicar dentro de dias? Ou será que se vão esquecer? Ou a crise não lhes permitirá gastar num almoço, pensando nas poupanças que têm de fazer para comprar mais um motor melhor que o “vizinho” ou para “artilhar” mais o seu carro ou mesmo para comprar o modelo mais competitivo para terem a certeza de que ganham a toda a gente, mesmo aos que guiam melhor?

Vão, certamente, agora repetir as minhas palavras sinceras que tenho repetido quanto ao meu título de 1991, “naquele carro (Escort RS1600) qualquer macaco ganhava o nacional de velocidade”. É verdade. Desculpem, se eu já tinha esse carro, em que fazia ralis e circuitos e rampas, e o usei durante três temporadas.

Lá estarei na Mealhada para ter oportunidade de falar com os amigos e com os não conhecidos, se me derem esse prazer.

Todo o “povo automobilístico” terá essa oportunidade que deve aproveitar. Para seu lazer. Para o bem do desporto, se forem com esse espírito, claro.

sábado, 1 de março de 2014


Automobilismo: Seus mistérios ou posturas dos adeptos/participantes

O automobilismo desportivo – a todos os seus níveis – tem-me desiludido muito nos últimos tempos, como aliás tem sido patente em alguns dos meus escritos neste blog e nas conversas com quem vale a pena conversar no que foi, também, durante quatro décadas o meu meio como piloto, organizador e promotor.

Hoje, tive mais um exemplo das posturas da gente dos automóveis, à qual eu até gostaria de continuar a pertencer, agora apenas como jornalista, pois continuo a amar este desporto. O já tradicional almoço do PORTUGAL MOTORSPORT, na Curia – o   maior evento social do meio automobilístico português está em risco de não se poder realizar. O resultado do trabalho da dupla Artur Lemos e Luis Caramelo tem sido um enorme sucesso com uma enorme adesão de concorrentes, pilotos, navegadores, patrocinadores ou simples adeptos de norte a sul. Organizam-se autocarros com saídas de Lisboa e do Porto para levar a “malta” (significando apenas grupo na gíria comum) dos automóveis. É uma “farra”. Contam-se estórias; revivem-se momentos gloriosos ou de revezes; fala-se do futuro (embora no ano passado o alerta que fiz mereceu apenas “ouvidos mocos” de toda a gente que continuou a falar de outros temas nas meses).

Marcado este ano para dia 15 deste mês (sim, apenas daqui a duas semanas) teve até agora – e hoje é o último dia para inscrições dos participantes – um número demasiado reduzido de adesões, o qual, penso não permitir a realização do evento, tanto mais que o Artur e o Luis este ano não conseguiram ter qualquer patrocínio, o que também me espanta e desilude. Muito.

Que nós portugueses e latinos deixemos tudo para a última hora inclusive fazer inscrição (como também é sempre hábitos para as provas desportivas ou outra coisa qualquer) é, infelizmente, normal. Eu que o diga pois apenas ontem tomei, finalmente, a decisão de ir à Cúria e hoje confirmei-o ao Artur.

 

Falta de gratidão

Pior do que o alheamento a este (e outros grandes eventos) é o que isso, por vezes, representa – a ingratidão dos membros desta sociedade que tem como objetivo, julgo eu, manter vivo o automobilismo português, manter vivas as nossas memórias, projetar o futuro desta atividade de que supostamente gostamos e temos o dever de defender. Isto é falta de gratidão pelas oportunidades que nos são dadas por aqueles poucos que ainda têm a coragem de lutar – muitas vezes em vão – pela nossa modalidade, pela divulgação dos eventos e dos seus participantes. Alguns mesmo sem receber nada em troca. Nem mesmo essa gratidão por nos darem momentos de inesquecível prazer.

Esse é um doa piores aspetos do nosso automobilismo. E, não apenas do nosso, português, já que, pela minha experiência o mesmo acontece no Brasil, em Inglaterra, Grança e Itália e Espanha. Mesmo que de outras formas, algumas até mais cruéis.

Mas, francamente, não me venham dizer que não vão à Cúria onde no ano passado estiveram mais de 400 convivas, por causa da crise, ou porque a data é depois meses depois do habitual. Talvez percam. Este ano, o maior evento, repito, social do nosso automobilismo. Preferem, apenas, ir ao café dois ou três “contar umas larachas” ou ir aos jantares da “Quinta a Fundo”? Inqualificável.

Telefonem ao Artur e ao Luis a dar a vossa adesão. Mostrem a vossa gratidão e vão lá. Se não gostaram do evento contribuam com sugestões, mas participem.

Só com eventos destes e com provas bem estruturadas o nosso automobilismo se manterá vivo, florescente e progredirá? Sou idiota por pensar que um almoço na Curia tem essa importância. Tem, sim! Porque demonstra a vontade, a gratidão dos participantes, dos adeptos, dos patrocinadores para manter viva esta vossa modalidade.

Sabem? Façam, claro, como quiserem. Mas, depois não se queixem que dirigentes e organizadores e promotores passem a estar “nas tintas” para os participantes. A postura é vossa!...

sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

FÓRMULA 1: 4º DIA (ÚLTIMO) DE TESTES EM JEREZ - RESULTADOS


1FELIPE MASSABRAWILLIAMS MERCEDES1:28.229 86
2FERNANDO ALONSOESPFERRARI1:29.145+0.916115
3DANIEL JUNCADELLAESPFORCE INDIA MERCEDES1:29.457+1.22881
4LEWIS HAMILTONINGMERCEDES1:30.822+2.593110
5KEVIN MAGNUSSENDINMcLAREN MERCEDES1:31.806+3.57741
6JULES BIANCHIFRAMARUSSIA FERRARI1:32.222+3.99325
7ADRIAN SUTILALESAUBER FERRARI1:36.571+8.34269
8NICO ROSBERGALEMERCEDES1:36.951+8.72291
9KAMUI KOBAYASHIJAPCATERHAM RENAULT1:43.193+14.96454
10DANIIL KVYATRUSTORO ROSSO RENAULT1:44.016+15.7879
11DANIEL RICCIARDOAUSRED BULL RENAULT1:45.374+17.1457
       
RECAYRTON SENNABRAMcLAREN HONDA MP4-5B1:18.38730/09/1990 
MVHEINZ-HARALD FRENTZENALEWILLIAMS RENAULT FW191:23.13526/10/1997 
       
 Condições do tempo CHUVA DEPOIS NUBLADO  
FÓRMULA 1: TESTES DE JEREZ, DIA 3
Não posso deixar de reproduzir o texto do meu amigo Flávio Gomes, que é uma delícia, como de costume, pela qualidade e, sobretudo, pela forma sarcaz com que sempre comenta tudo.

SÃO PAULO (esquisito) – Alguém há de dizer que a grande atração de hoje em Jerez seria Alonso andando com o novo carro. Ou então as apostas sobre em qual volta a Red Bull iria quebrar. Ou até a apresentação da Marussia. Mas, para mim, novidade mesmo seria ver Massa num carro sem motor Ferrari e pintado de outra cor que não o vermelho, que ele trajou nos últimos oito anos.
Achei escuro. Escuro o azul, escura a foto. Tem de ver isso aí. Se bem que gosto desse azulão. Que, insisto, não é a pintura definitiva da Williams — que terá a Martini como principal patrocinadora, segundo o Américo Teixeira Jr.; se vier Campari, vamos reclamar.


E como para mim a atração do dia era ver Massa na Williams, informo que o brasileiro completou 47 voltas, achou todos muito gentis e “emocionante” a experiência de andar com um carro novo. E também com um motor alemão, em vez de italiano — mesmo na Sauber, Massa só sabia, até hoje, o que era acelerar motores Ferrari na categoria. Sobre as exigências do novo regulamento, “precisa entender como dirigir com esse motor, esse chassi, esses pneus e o turbo, mas é divertido”.
Bom, se precisa entender tudo isso, pode ser qualquer coisa, menos divertido. Deve, mesmo, ser trabalhoso. Piloto, neste ano, vai fazer alguma diferença, podem crer — os caras estão tendo de reaprender a dirigir.
E confiabilidade, também. O carro terá de ser confiável, especialmente no começo da temporada. Tipo aquele amigo para quem você pode contar seus piores segredos, sabendo que ele não vai te entregar. E nem todo carro é assim. Tem alguns que te sacaneiam com fios de cabelo e perfumes indesejáveis, se é que me entendem.
Mas vamos em frente, sem deixar de registrar que Massa ficou em segundo hoje, 1min23s700, contra 1min23s276 de Kevin Magnussen, da McLaren, o mais rápido do dia. Estreante e igualmente emocionado, o jovem dinamarquês. “Não consegui dormir e parecia que tinha borboletas no estômago”, declarou o imberbe.
Aqui, uma observação. De onde vem essa expressão idiota “borboletas no estômago”? Que sensação é exatamente essa, de ter borboletas no estômago? Alguém já engoliu borboletas vivas, várias, para dizer o que acontece quando elas começam a bater asas no estômago? E que borboletas sobrenaturais são essas que não morrem esmagadas pela laringe, epiglote e traqueia? E se ainda assim chegarem voando ao estômago, como alguém imagina que elas resistirão aos sucos gástricos que derretem até picles do Big Mac?
Bem, com borboletas ou sem elas, o rapaz fez o melhor tempo da quinta-feira depois de 52 voltas. E foram mais 40 com Button, pela manhã, uma marca significativa para o carro que, no primeiro dia, nem saiu dos boxes. Ponto para a Mercedes, que pelo jeito larga na frente no quesito motores-turbo-com-sistema-incompreensível-de-recuperação-de-energia. Unidades de força. Power units. É como vão ser chamados os motores este ano. Tucanaram os motores.
Falando nela, a Mercedes, Hamilton saiu de Jerez feliz da vida com suas 62 voltas, todas elas com a asa dianteira no lugar. Fez o terceiro tempo do dia e só parou quando um problema de transmissão fez com que parasse. Paddy Lowe, o relógio de ponto da equipe, informou que Lewis saiu dos boxes, de manhã, “alguns minutos” depois que a pista foi liberada; e “pontualmente às 14h30 depois do almoço”. É um Big Ben ambulante, o Coelho da Alice.
Alonso teve o primeiro gostinho com a F14 T na Ferrari, conseguiu completar 58 voltas (perdeu a telemetria no início e o time mandou parar o carro) e se disse emocionado por “poder pilotar de novo diante da minha torcida”. Olha, não sei se tinha muita gente em Jerez. Em todo caso, é possível mesmo que quem estivesse lá torcesse por Alonso. “Temos potencial para progredir e isso é encorajador”, falou o asturiano. Tradução: “Não andou nada, mas me juraram não é tão ruim assim”.
A turma da Renault viveu mais um dia daqueles. Vergne conseguiu dar 30 voltas com a Toro Rosso e se disse aliviado por notar que a “unidade de força” funcionou. De novo, acostumem-se. Vai ter muito “power unit” sendo dito neste ano, para descrever motor + ERS, o sistema de recuperação de energia que substitui (na verdade, sofistica e complica) o KERS, apesar de ter uma letra a menos. Ricciardo, coitado, conseguiu dar míseras três voltas, nenhuma delas cronometrada, e a Red Bull teve “os mesmos problemas de ontem”, segundo o engenheiro Andy Damerum — que sempre que vai a um bar pede um Montilla Ouro sem jamais se dirigir ao barman com frases que comecem por pronome.
Legal a Red Bull começar o ano tropeçando. Significa que as outras equipes têm chance de batê-la, neste ano. Ou, ao menos, de dar trabalho. Ninguém gosta de domínios tão absolutos como o de Vettel em 2013. A gente quer competição, não desfile.
Sauber, agora. Primeiro dia de Sutil na nova equipe e algum trabalho para os mecânicos que vão virar a noite consertando o carro. Adrian bateu. Antes, completou 34 voltas. Achou o novo motor forte, “com muito mais torque e silencioso”. Silencioso? OK, não é como antes, mas não força, moço. Outra constatação de Sutil: “O pneu duro é muito duro”. Ao seu lado, um técnico da Pirelli rabiscou num papelzinho: “Não diga”. E olha só: o alemão falou que a principal dificuldade foi com o “brake-by-wire system”. Começam a surgir pistas sobre esses freios diferentes, sobre os quais Button já havia comentado ontem. Tem caroço nesse angu. Com freio não se brinca. Depois eu explico do que se trata.
A Force India andou pouco com Hülkenberg, apenas 17 voltas. Quem estava em Jerez notou que o alemão não deu as costas para o bico do carro em momento algum. Caterham e Marussia também rodaram pouco e nem fecharam voltas cronometradas. Chilton achou que foi muito. “Cinco voltas significam muito mais do que vocês pensam!”, bradou para três caras diante dos boxes que ele achava que eram repórteres, mas na verdade eram do serviço de limpeza.
Os testes de Jerez terminam amanhã. Se não chover, a Pirelli vai molhar a pista de novo com Maldonado ao volante do trator-pipa. Se o venezuelano não aparecer, Grosjean está de sobreaviso.

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014



MICHAEL SCHUMACHER: NOVA ESPERANÇA?
Jornal "L'EQUIPE" PUBLICA NOVO FURO SOBRE SAÍDA GRADUAL DO COMA".
Mais uma vez com a devida vénia, publico notícia acabada de dar no site do meu amigo, o competente jornalista brasileiro Américo Teixeira Jr:
Por Americo Teixeira Jr. – Novamente notícias sobre o estado de saúde de Michael Schumacher se espalham pelo mundo todo. Dessa vez a fonte é o jornal francês L’Equipe, informando que os médicos iniciaram uma diminuição gradual dos medicamentos, de modo a tirá-lo muito lentamente do coma induzido. O acidente de esqui que vitimou o ex-piloto da Ferrari completa hoje um mês. O trabalho de investigação do periódico ajudou a furar, mais um vez, o bloqueio de informações que cerca o heptacampeão, que só faz ampliar o rumores sobre o mais vencedor da história da Fórmula 1.