Ee blog terá, pelo menos duas vezes por semana, as minhas opiniões e comentários sobre desporto – sobretudo automobilismo – e sobre a vida nacional (portuguesa e brasileira) e internacional, com a experiência de 52 anos de jornalismo, 36 anos de promotor e 10 de piloto. Além de textos de convidados, e comentários de leitores.

sábado, 23 de novembro de 2013

PARKALGAR E MORTES NO FUTEBOL: MAIS QUESTÕES E PERGUNTAS
Ontem ficaram ainda algumas questões e perguntas para fazer no meio de tantas dúvidas (e dividas) e falta de informação que tem sido dada aos OCS e ao público português e até internacional.
No caso que ultrapassa o estranho de tudo o que se tem passado no Circuito de Portimão, tão acarinhado (e subsidiado) pelo último partido socialista com fundamentos da sua importância para o turismo regional – ideias também partilhadas pelo Juiz que há no ano passado aprovou o PER da Parkalgar, e que, em princípio até poderiam ser válidos se a gestão da infraestrutura e dos eventos fosse competente o suficiente para proporcionar o retorno internacional que se pode esperar de um tamanho investimento – ainda ficou algo para perguntar a quem já o devia ter esclarecido.
Por que motivo esse PER favoreceu apenas dois credores (Millennium BCP e a construtora Bemposta)? Por serem os maiores? Só por isso? Não houve motivos políticos e/ou pessoais nessa escolha? E, outros credores que não podem ser classificados como “pequenos”, como, por exemplo, uma das empresas de Bernie Ecclestone, com cerca de €2,5 Milhões e a Ocean Racing (de Tiago Monteiro e José Guedes) com mais de €5 Milhões?
O público – acionistas do Millennium BCP, contribuintes em geral, e todos os agentes do automobilismo – são credores também, mas de esclarecimentos, pois toda esta “embrulhada” do AIA afeta a todos, inclusive a empresas que têm usado aquela maravilhosa infraestrutura desportiva – para mim, continuo a afirmar, como ex-piloto e ex-promotor – o melhor autódromo da Europa pois ali até água já faltou pelo menos durante uma apresentação internacional de uma marca automóvel de prestigio, o que não repercute muito bem para o … prestígio nacional.
Temos todos o direito de saber tudo em pormenor, até porque agora está envolvida uma entidade que tem como sócios principais quatro estruturas estatais que portanto, têm de defender o dinheiro dos contribuintes: IAPMEI,  AICEP, Turismo de Portugal e DGTF – Direção Geral do Tesouro e Finanças.
Ou, não será assim num país em que se apregoa – mas raramente se exerce – a  transparência, principalmente com os dinheiros e interesse públicos e do público?
Por favor, alguém nos esclareça a todos, já agora também e sobretudo aos agentes do automobilismo. A começar pela FPAK e seus associados, os clubes.

Mortes de futebolistas – até quando não se conseguem evitar em Portugal?
Há uma semana o jovem futebolista do Torizense, de 20 anos, Alex Marques, teve uma paragem cardíaca aos sete minutos de jogo. O presidente do clube da casa, Jorge Marques, declarou que o socorro médico, e o INEM tardou 20 minutos a chegar porque “se perdeu”. E, as condições neste campo de futebol tardaram já oito anos? E o desfibrilador onde estava no campo do Torizense?... Este clube já havia protagonizado, em 2005, a morte de outro de seus jogadores – Mauro Gama.
Todos devem-se também lembrar a morte do jogador húngaro do S.L Benfica,  Miklós "Miki" Fehér, a 25 de janeiro de 2004, no jogo contra o Vitória de Guimarães (vide no Youtube). Também ele, aos 25 anos, foi vítima mortal, no relvado do jogo, de uma paragem cardiorrespiratória e faleceu ali, no exercício da sua profissão.
Há um ano assistimos, pela TV, a semelhante caso em White Hart Lane, estádio do Tottenham Hotspurs, no norte de Londres, que tão bem conheço. No jogo da Taça de Inglaterra entre os Spurs e o Bolton Wonderers, Patrice Muamba, internacional na equipa de Inglaterra, sub-21, apesar ser congolês (chegou a Inglaterra aos 11 anos quando os seus pais fugiram do genocídio no Republica “Democrática” do Congo) caiu inanimado no relvado com uma paragem cardiorrespiratória.
Depois de 10 minutos de pânico e dor sentimental entre os 36.000 espetadores, as duas equipas em jogo, do árbitro Howard Webb, de muito silêncio e comoventes aplausos e cânticos das bancadas com o nome de Muamba e de muito e rápido trabalho competente por parte de médicos e equipas de socorro emergencial médico, Patrice foi ressuscitado, transportado pata o London Chest Hospital e salvo (impressio9nante vídeo no Youtube – Patrice Muamba). A ponto de meses depois se ter posta a possibilidade de ele voltar a jogar, o que o próprio e os seus médicos depois descartaram.
Destes quatro episódios com finais diferentes perguntamos: há (ou não?) uma lei que obriga os organizadores e promotores de espetáculos e eventos públicos a terem equipamento e pessoal médico treinado para casos destes, a ressuscitar atletas, artistas ou público de paragens cardiorrespiratórias? Este é um problema muito grave a ser tratado pelas autoridades competentes e pelos organizadores de eventos.
Os  promotores e organizadores de provas de automobilismo, são obrigados – e muito bem – pela FPAK e pela FIA (como aliás a Premier League e a Football Association), a ter os necessários meios médicos disponíveis “in loco”.  Só porque o automobilismo é um desporto perigoso). E os outros eventos? Haja paciência para tanta incompetência e tanto desleixo, inclusive das autoridades.

Amanha não perca: HISTORIC FESTIVALS – 10 ANOS.

sexta-feira, 22 de novembro de 2013

PARKALGAR E MALALA – ALGO EM COMUM? IMPROVÁVEL. OU NÃO…
Hoje, em vez de opiniões ou de notícias, tenho apenas perguntas para colocar aos meus seguidores e leitores. Para poderem refletir sobre estes assuntos e acharem as respostas a cada uma delas, se é que conseguirão. Eu, infelizmente, não consigo, pelos mais vários motivos a que certamente não serão estranhas a minha falta de capacidade e uma inacreditável ingenuidade que, apesar da idade, deve estar ligada dos princípios com que fui formado.
E, desculpem algo que, como jornalista, não devia sequer pensar: não me apetece mais “dar murro em ponta de faca”, como se diz no Brasil, a “remar contra a maré” e a tentar descobrir as coisas quando os meus colegas ainda na ativa, em OCS de responsabilidade no seu serviço de informar, não o fazem. Uns apenas por desinteresse, outros por falta de coragem, outros ainda porque “não é conveniente” a este ou aquele lobby. Ou meramente por incompetência em cumprir o seu papel perante a sociedade. Ora vejamos:

AIA – o mistério ou o “milagre da reprodução dos pães”, em leasing…
Depois de ler com atenção as crónicas do Paul Rees aqui publicadas nas passadas semanas, fico, realmente, sem saber que tipo de operação(ões) foram engendradas para resolver o problema do AIA. Se é que o problema foi , ou começou a ser resolvido.
A Portugal Capital Ventures afinal não comprou nada, não investiu nada, nem o AIA (infraestrutura do circuito), nem a Parkalgar, nem os “famosos” apartamentos e o “famoso” hotel começados a construir há cinco anos?
E, como fica o ainda mais “famoso” PER aprovado por um juiz que “apenas iria apreciar os assuntos jurídicos”, segundo justificou aos poucos credores que se opuseram a esse plano baseado em fantasiosas premissas de modelo de negócio e de marketing? Embora tenha justificado a sua inimaginável aprovação com argumentos mercadológicos. Em que país vivemos, afinal? Numa cotada?
Em afinal que estória de leasings para cá e para lá por valores não revelados, são esses? Quem toma que leasing a quem? Avalisados por quem?
Certamente que está tudo certo, pois, segundo a Parkalgar, vai haver um lucro este ano de €3,8 Milhões. Onde? Somos todos idiotas?...
E, já agora, como fica a venda, quem vai vender os apartamentos para que os pequenos credores (alguns com €2,5 e €5 Milhões “a arder”) possam começar a receber 30% dos seus créditos? Como está a ser gerido tudo isso? Estarei num país sério onde um PER aprovado por um juiz não a mínima hipótese de ser levado a cabo? Inacreditável – não será muita inocência ou burrice minha?
Terá sido tudo por causa da crise? Porque os parceiros eram irlandeses, os primeiros a cair (agora já de pé) na Europa? Foi tudo pouca sorte? Ou foi falta de visão e de boa gestão? Será que há alguém nas entidades responsáveis por este projeto – desde os ex-membros do Governo ou da Autarquia Socialista a gestores do BCP, a dirigentes de entidades de turismo – que possa explicar aos contribuintes como estão a ser geridos os seus impostos ou os seus investimentos?
Haverá alguém que possa responder? Por exemplo, alguém da Parkalgar? Ou do Ministério Público? Ou do Governo, tão preocupado com todos os pormenores impostos – alguns muito bem, claro – pela Troika de inspiração alemã?

Aplausos para “boi dormir” do Parlamento Europeu à lição de Malala.
Foi muito lindo ver todos os deputados do Parlamento Europeu de pé a aplaudir a jovem ativista paquistanesa Malala Yousafzai esta semana a receber o Prémio Sakharov de direitos humanos e liberdade de pensamento, que lhe concederam.
Mas, será que aplaudiam de fato Malala e o recado que ela lhes deu e deu ao mundo, ou aplaudiam a justeza da sua escolha num autoelogio?
Será que ouviram bem o que Malala disse ao mundo na passada quarta-feira diante deles? Que “57 milhões de crianças estão à vossa espera e que não esperam um IPhone, uma Xbox, ou um chocolate. Essas crianças apenas querem é um livro e uma caneta!”.
Será que os deputados europeus, será que os europeus, os norte-americanos, todos os que têm liberdade de pensar, de ganhar dinheiro, de sobreviver se lembrarão disso quando forem aos Shoppings comprar os seus objetos de ilusória afirmação social, se lembrarão desses milhões de crianças presas à ignorância, famintas tanto de comida como de liberdade de ensino? Será? Ou pensarão apenas na próxima eleição e das benesses de deputados europeus? Ficarão satisfeitos quando receberem autorização da Alemanha para enviar uns míseros milhões de dólares para o Paquistão ou para África? E os seus eleitores também ficam contentes e de pé a aplaudir?
Será que podemos todos ficar à espera destas perguntas? Ilusão minha, certamente? Mas, vou mesmo esperar. Deitado, para não me cansar… Não acham?

Aguardo os vossos comentários, ou nada disto interessa e move a passividade dos portugueses?

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

NELSON PIQUET OPERADO AO CORAÇÃO, MAS JÁ RECUPERADO

Por Americo Teixeira Jr. – O tricampeão Nelson Piquet, que passou por uma bem sucedida cirurgia cardíaca na semana passada no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, recebeu alta hospitalar no sábado, 16. O ex-piloto de F1 está em São Paulo e seu retorno para Brasília está programado para quarta, 20.

ABAIXO: O WTCC em PORTUGAL no futuro próximo?
WTCC EM PORTUGAL NO FUTURO PRÓXIMO?
No seguimento do excelente apontamento de ontem do Duarte Cancella de Abreu, dou mais algumas opiniões e informações sobre este caso que interessa a muitos adeptos do automobilismo, já que, sem dúvida, este Campeonato do Mundo de Turismos é das competições com maior interesse desportivo, comercial e televisivo. 
  
O atual promotor do WTCC é a EUROSPORT EVENTS, depois de ter assumido a KSO ou, pelo menos, este evento cujos direitos da FIA pertenciam à empresa de Marcello Loti.
A primeira vez que o WTCC veio a Portugal foi em 2007, ao Circuito da Boavista, graças à visão de Rui Rio e ao trabalho da nossa equipa da Talento. O evento foi um sucesso desportivo, e de retorno e impacto económico na região, com mais de € 51,8 Milhões – creio que um recorde para eventos desportivos em Portugal, pelo menos desde a Fórmula 1 e/ou o Moto GP. Este sucesso adveio muito do ambiente do Circuito da Boavista que proporciona – como a maioria, mas não todos, os circuitos urbanos – uma maior espetacularidade e uma maior aproximação ao público de todas as classes sociais e de todas as aptidões para ser motivado.
No ano seguinte, o espetáculo não foi muito pior no Estoril, até porque a v itória de Tiago Monteiro a isso ajudou. Só que lhe faltou o carisma da Boavista. E, o impacto económico na região foi menor. Isto, além do resultado económico do evento, que foi um desastre, como tende a ser a maioria dos eventos automobilísticos no centro-sul, à exceção dos que são diretamente apoiados por marcas (caso únicos dos eventos das Fórmulas Opel e Renault, que tiveram atrás deles as máquinas promocionais das marcas e dos respetivos concessionários) ou dos eventos de moto em que 2/3 (ou mais) dos espetadores são espanhóis.
Em 2009 e anos ímpares seguintes o WTCC voltou ao Porto com quase o mesmo sucesso da sua estreia portuguesa, e nos anos pares esteve no AIA onde as bancadas coma sua inacreditável e inútil capacidade para 85.000 pessoas estiveram relativamente vazias (“é sempre melhor dar uma festa numa sala pequena a transbordar de convidados, do que num grande salão com o mesmo número de pessoas, mas que parece vazio”, foi o que sempre me ensinaram).
A vinda do WTCC a Portugal foi sempre suportada, em grande parte, pelo patrocínio do Turismo de Portugal, embora na Boavista 2007 – e apenas aí – outros patrocinadores de vulto tenham apoiado o evento. Mas, depois, com a aproximação da crise e já nesta, foi – e muito bem – apenas a entidade nacional de turismo a suportar os custos (também menores pois a Eurosport Events, “caiu na real”), baseada no enorme retorno da o canal Eurosport e seus parceiros televisivos proporcionam em todo o mundo.
2014: o mercado fala mais alto e o WTCC não virá a Portugal
Em julho, Anne da Câmara, atual Administradora do Circuito do Estoril, e – consta – também Paulo Pinheiro, do AIA, reuniram-se no Porto com os responsáveis da Eurosport Events para sondarem a possibilidade do WTCC voltar a Portugal em 2008. Anne da Câmara ouviu de Maurízio Bartolomei uma firme negativa, de que no próximo ano iriam trocar a prova portuguesa por uma em França. O que faz todo o sentido por duas razões:
- A Citroën passa a competir no WTCC em 2014, com uma equipa de luxode dois Campeões Mundiais..
- Num ano par a Boavista não se realiza (por opção de Rui Rio; restará ver o que Rui Moreira decide quanto a essa notória marca do Porto e da Região Norte). Apesar deste vento ser, essencialmente um espetáculo para comercialização televisiva, as outras opções – Braga (que já hospedou um ETC, mas com resultados negativos), Estoril e AIA – jamais podem ter os resultados do Circuito da Boavista. Só, eventualmente, Vila Real poderia ser uma alternativa viável ao Porto, se tivesse (que não tem) as infraestruturas hoteleiras e pudesse atrair os mesmos apoios do TdP.
Por tudo isso, em 2008, o WTCC, como o simpático Maurizio abertamente falou para a Anne da Câmara, apesar de terem concordado sobre os vários aspectos de marketing do evento, não teremos WTCC em 2008.
Do mesmo modo, os brasileiros também não terão este campeonato, sobretudo, creio, revido à realização do Mundial de Futebol, que pode ser um “pau de dois bicos” para outros eventos de porte médio ou grande.
 
Esboço do calendário WTCC para 2014
April 6                    Marrakech, Morocco
April 20                  Paul Ricard, France
May 4                    Budapest, Hungary
May 11                  Slovakiaring, Slovakia
May 25                  Salzburg, Austria
June 8                    Moscow Raceway, Russia
June 22                  Spa-Francorchamps, Belgium
August 3                Termas de Rio Hondo, Argentina
September 14        Sonoma Raceway, USA
October 12            Shanghai, China
October 26            Suzuka, Japan
November 16         Macau, China.

domingo, 17 de novembro de 2013

O dilema do Circuito da Boavista 2015...
Por Duarte Cancella de Abreu

1. Quanto ao WTCC, um ano de falta vai ser fatal quando o Presidente da Câmara Municipal do Porto (Rio ou Moreira?) diz ao promotor do WTTC, (Fia e Eurosport) que não conseguirá comportar economicamente o evento em anos consecutivo.  

2. Como resposta, o promotor do WTTC disse que não tinha possibilidade de avaliar a hipótese de voltar a Portugal, pelo motivo de haver interesses de outros países.
3. Diz o António Lima, Presidente do Motor Clube do Estoril, quando pedi a sua ajuda para saber as razões do WTCC não vir a Portugal em 2014 e (comungo da mesma posição) que infelizmente ainda não temos a cultura de ver as provas internacionais como um investimento que pode ter um bom retorno, mas apenas como um custo e isso dificulta e muito que haja mais provas internacionais (digo eu, do WTCC) no nosso país.                                                                                                            
4. A Justificação de não conseguirem montar uma estrutura base, vem provar o que eu já temia, que apesar da tradição pelo desporto automóvel estar no Norte, mas não em suficiente quantidade na Cidade do Porto.                                                                                                                                                                                                                                                                                                                       
5. Pelo que os grandes aficionados nortenhos que se vêm em Fafe no Rallye de Portugal, são oriundos de todo o país, mas não estão na disposição nem capacidade financeira, para pagar os preços dos ingressos, considerados altos, para além do espetáculo ser muito diferente, no Circuito da Boavista, onde as bancadas estiveram muito pouco ocupadas 80% do fim de semana, como ficou mais provada pelo visionamento das imagens televisivas, mais fidedignas que os números fornecidos pelos organizadores.
6. O Rallye de Portugal organizado pelo Sr. Alfredo César Torres e com grande responsabilidades também do Sr. António Matos Chaves, sempre teve uma estrutura a funcionar fora do ACP, composta por pessoas com muita experiência e a capacidade de Liderança da Srª D, Teresa Torres. A CM do Porto não quis a sua prova organizada com colaboradores ou mesmo de promotores de Lisboa e entregou o último circuito da Boavista, a uma empresa Municipal que, ou não soube fazer um orçamento com rigor, ou derrapou nas expectativas financeiras, e por isso sabem pelo que lhes foi dito na tal reunião que o António Lima referiu que as hipóteses do WTCC visitar novamente a Boavista serão escassas.                                                      
7. Além de todos os factos já referidos à a acrescentar que o Presidente do ACP que segundo parece, está muito bem relacionado com o Presidente da FIA e de Relações complicadas com o Presidente eleito da Câmara Municipal do Porto, coisa que não facilita.                                              
8. O Presidente do ACP já fez saber que o Rallye de Portugal vai para o Norte, já em 2014, o que vai gerar muito mais receitas para todos os negócios por onde vai passar a prova. Hotelaria, Turismo, portagens, estações de serviço e muito mais... Para concluir que o Presidente da CMP (provavelmente ainda o anterior), não conseguiu tornar rentável o investimento que fizeram no último circuito da Boavista e como tal, o risco de não se realizar o Circuito com o WTCC em 2015 é enorme, mas não só na pista da Boavista, como em nenhuma outra em Portugal. Por haver esta conjugação de factos que recolhi, me dei ao trabalho de as compilar com o objetivo de que algumas pessoas não venham atribuir uma realidade, com a habitual alimentação da estúpida guerra virtual Porto Lisboa.         DUARTE CANCELLA DE ABREU, 
Amanhã adicionarei mais informação a esta excelente peça do Duarte, com mais informações sobre este problema da continuação do WTCC em Portugal.

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Algarve Autodrome not owned by the taxpayer at all

Written by Paul Rees - Algarve Daily News                             

The State is in fact running two circuits, Estoril which seems to have picked up Formula 1 certification this week, and the autodrome in Portimao. Already there is conflict over pricing.
after news that Estoril autodrome had received a Super Licence - the highest class of racing licence issued by the FIA (Federation Internationale de l'Automobile).
Manuel Mello Breyner confirmed that FPAK would now attempt to make Estoril a test track for Formula One drivers. - See more at:
http://portugalresident.com/formula-one-heading-back-to-estoril#sthash.rmoQkLsG.dpuf
after news that Estoril autodrome had received a Super Licence - the highest class of racing licence issued by the FIA (Federation Internationale de l'Automobile).
Manuel Mello Breyner confirmed that FPAK would now attempt to make Estoril a test track for Formula One drivers. - See more at:
http://portugalresident.com/formula-one-heading-back-to-estoril#sthash.rmoQkLsG.dpuf
Anyway, this is semantics as the new controller of the racetrack is Portugal Capital Ventures if it owns, as suspected, more than 50% of the new Parkalgar Services company.

“Parkalgar Services will acquire exclusive control of the international racing circuit in the Algarve, the international kart track and the all-terrain track.” But the new company will only be leasing these assets and will not own them. The capital will still be held by the original Parkalgar company, so the state, i.e. the taxpayer owns nothing, but has picked up an undisclosed liability for a new lease agreement for the racetracks in what has proved to be a highly volatile business where large losses seem all too easy to achieve.
 At least Correio da Manhã spotted that this ‘rescue’ deal by Portugal Capital Ventures is nothing of the sort as the new company set up to lease the autodrome is only partly owned by PCV and is only leasing the asset over which the existing creditors may well have a floating charge. Certainly the original bank, BCP, that is owed over €100 million would not want one of the main Parkalgar assets leased out for a term not yet divulged.

Parkalgar went to court to agree a Special Revitalization Plan (PER) which resulted in the 288 creditors taking a 70% haircut on monies owed and the promise that as the hotel and apartments are sold off they would get paid.
The process of forming Parkalgar Services allows "another step forward in achieving the PER, according to Portugal Capuital Ventures,” but without income from running racing events it may be hard for Parkalgar to finish the building work and service the existing bank debts. Its remaining income will only be from any lease payments for the racetracks from the new company Parkalgar Services. On the plus side it will not be in the position of having to cover trading losses.

This notification from the competition commission lapses into business mumbo-jumbo - “The intention is to create a stable financial framework that will allow the profitability of investments in infrastructure relevant to the regional economy and the promotion of tourism, contributing to the reduction of seasonality of the region.”
In summary, Portugal Capital Ventures is not going to own any tangible assets at the Autodrome but now has the liability of a lease agreement and for the accumulation of any trading losses.
 The management of the original Parkalgar company, which needed rescuing twice, now has a minority financial interest in the new company set up to lease the autodrome and put on events.
So the new company that was said to be rescuing the Autodrome has no assets, unless it has put money into the new venture. No real assets seem to have been transferred as this is a lease agreement. Main creditors BCP would be in a good position to protect its own shareholders by blocking any such lease of the Autodrome buildings, unless it somehow is involved in an agreement that has yet to come to light.

Without seeing a valuation of the apartments and of the hotel it is impossible to know whether the sale of these would cover the money owed to Parkalgar’s creditors.
If it does not, then the only income left for Parkalgar is from the lease agreement payments from the new Parkalgar Services company which may well be insufficient to pay off the balance. If the new Parkalgar Services company is a huge successs and money rolls in, this is of no benefit to the current creditors as the operting company is a different company to the original Parkalgar with no obligation to pay another company's debts. If it makes a mint and distributes profits to shareholders, the original Parkalgare company may hold such a small shareholding that its dividend income is insignificant when compared to its liabilities.
The question remains as to how the new Parkalgar Services will turn a €4.3 million operating loss into a €3.8 million profit in 12 months, as has been suggested by Parkalgar to the press.
The 288 creditors are still to be paid,
under the terms of the existing PER agreement, from the sale of the apartments and the hotel, although Parkalgar may struggle to complete these buildings and service the debt as its primary income now is from a lease agreement for the autodrome.

Parkalgar still has underlying assets. Parkalgar Services has no known assets and the liability of a lease of unknown length and cost.
So the description of Portugal Capital Ventures buying the autodrome and running it on behalf of the taxpayer is a long way short of accurate.
Venture Capital companies normally make returns by raising, some would say inflating, the market value of their assets, so investments in property and land are foremost in their thinking. The lease agreement between Portugal Capital Ventures and Parkalgar sits outside the usual modus operandi so where is the return going to come from?

The shareholders of Portugal Ventures are listed as
      IAPMEI - Portuguese SME Support and Innovation Institute
     AICEP Portugal Global - Trade and Investment Agency
     Turismo de Portugal - Portuguese Tourism Authority
     DGTF - Directorate General of Treasury and Finance of the Portuguese Ministry of Finance
     
Banco BPI - Portuguese Bank
     Millennium BCP - Portuguese Bank
     Banco Espírito Santo - Portuguese Bank
     Banco Santander Totta - Portuguese Bank
     Petróleos de Portugal - Portuguese Oil Company
     Companhia de Seguros Açoreana - Portuguese Insurance Company
     Citibank Portugal - Portuguese Bank
     Banco Efisa - Portuguese Bank
     Montepio Geral - Portuguese Bank
     Banco BIC - Portuguese Bank

With so many banks represented it seems a suspiciously benign deal for those above to rely on a decent return from Parkalgar Services trading its way to profit.

Creditors have not yet been contacted over the terms of the new deal and have no way of seeing if they have been cut out, are being fully catered for, whether they can ever expect any repayment. This lack of communication is nothing new.
The creditors focus is on the hotel and apartments, are they finished and saleable? Part of the PER agreement was for Parkalgar to be advanced a further €10 million to pay Bemposta to finish the job. This is almost exactly the amount that Bemposta is owed so why should it undertake more work and still be €10 million in debt?
Where now does the big creditor, BCP, sit on the deal? It is unlikely to have agreed to anything that would see its debt put at risk.
So many questions and, as yet, so few answers…

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

GARDEN SALE

Acabo de receber do meu amigo Michel Grasset este link para uma realização interessante para todos nós que nos habituámos a guardar tanta "tralha", alguma dela objetos interessantes, mas que, com o passar dos anos, já nos interessam menos aquando os compramos ou quando ou até quando os recebemos como presente. Com o tempo até se tornam um transtorno em nossas casas.
Será em Carcavelos, dia 30, e em Cascais dia 7 de dezembro.
Se puder, certamente irei lá no dia 30. Com algumas "tralhas" interessantes". Vão ver. Irei também certamente comprar algumas "tralhas" de outros...
Boa iniciativa da CM de Cascais!
http://www.cm-cascais.pt/evento/garden-sale-venda-de-usados